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Precisamos fazer mais pelo ensino!

Como professor, não demorei muito para perceber qual seria o meu maior desafio na carreira: motivar os meus alunos a de fato aprenderem. 

Afinal, ficar trancado em uma sala de aula, horas por dia, sendo forçado a absorver conteúdo chato é percebido como “inútil”, não é exatamente algo atrativo para um jovem que hoje em dia, tem o mundo inteiro na tela do celular.

Sim, uma boa parte deles ainda consegue decorar uma quantidade mínima de conteúdo e replicar o mesmo em uma prova, mas isso é realmente aprender? E pior ainda, isso é realmente ensinar? Eu descobri a triste verdade: não.

Descobri isso quando confisquei o celular de um aluno que pasmem, estava aprendendo o mesmo assunto da aula, ao mesmo tempo, só que no Youtube. A explicação? “Ele ensina bem melhor professor, tem animações e memes que deixam mais fácil de aprender”. Sim, voltei para casa derrotado aquele dia, afinal, fui superado por um sujeito de cabelo verde, que falava aos berros, se vestia esquisito e cortava o conteúdo a cada 30 segundos para fazer uma piada, mas, diferente de mim, ele ensinava, e o aluno aprendia.

No outro dia, com as energias renovadas, tomei uma decisão crucial, eu também precisava fazer mais pelo ensino, eu também precisava ensinar e para isso, eu precisava aprender!

Obviamente evitei tinturas de cabelo, mas foquei nos elemento mais crucial para o aprendizado dentro da sala de aula: os alunos. Sim, não há método, não há conteúdo e não há professor que consiga ensinar um aluno desinteressado.

E é por isso, que para voltar a ensinar, eu voltei a aprender e de fato, aprendi muito. Aprendi que por mais que tenhamos conhecimento, por mais que tenhamos valor, isso pouco importa quando não somos capazes de aproveitar isso da melhor maneira possível.

Então para você, rapaz de cabelo verde e fanático por história, obrigado, você foi um ótimo professor!

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